terça-feira, 6 de abril de 2010

Perenidade

PERENIDADE

Nada no mundo se repete.
Nenhuma hora é igual à que passou.
Cada fruto que vem cria e promete
Uma doçura que ninguém provou.

Mas a vida deseja
Em cada recomeço o mesmo fim.
E a borboleta, mal desperta, adeja,
Pelas ruas floridas do jardim.

Homem novo que vens, olha a beleza!
Olha a graça que o teu instinto pede.
Tira da natureza
O luxo eterno que ela te concede.

Miguel Torga- Poesia Completa I

Abraços
Ana Fernandes

1 comentário:

Xaviota disse...

Mas que bonito, que bucólico!!!
O Adolfo escreveu isto (o poema) quando ia pastar as cabras ou ia colher erva para os coelhos e para a burra.
Os pastores são tão sensíveis!!!

Passeio BTT Aboboreiras