quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Abraço...


Abraço...

É demonstração de afecto
Carinho e muito amor
É saudade e lágrima
Mas também o calor

Abraço é amar
É querer aconchego
É sentir um amigo
Com todo o seu apego

Podemos abraçar
Uma causa uma pessoa
Abraço é abraço
É cingir e cercar
É não sentir espaço

Abraçar uma causa
É o que nos faz sentir
Que quem luta acredita
E nunca deve desistir

Abraçar uma criança
Transmitir-lhe carinho
É dizer-lhe com os braços
Que nunca estará sozinho

Abraçar um amigo
Com toda a fraternidade
E como dizer estou aqui!
Para a toda a eternidade

Abraçar um amor
Com toda a compreensão
É desatar todos os nós
E fazer um laço de união

Vamos assim abraçar
Uma criança, uma causa
Um amigo e o nosso amor?
Custa tão pouco abraçar...
Acreditem não dá dor!

"Se pudéssemos ter consciência do quanto nossa vida é passageira, talvez pensássemos duas vezes antes de deitar fora as oportunidades que temos de ser e de fazer os outros felizes!"

Então, vamos lá! ….

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

SEGREDOS DO DESTINO (II)

Naquela manhã de Santo António a Maria Esperança acordou meia tristonha.
Estava assim a modos que desalentada.
Pensou:
"Hoje acordei virada do avesso"
Não tinha preocupações de maior, os filhos estavam criados, e graças a Deus
tinham a sua vida organizada.
A sua reforma não era grande mas tinha-se reformado, ainda, a tempo.
Lembrou-se que era dia de Santo António e que a sua rua ia ficar virada do avesso,
também.
Sorriu, e lembrou-se da agitação de anteriores noites de Santo António, lembrou-se
do seu marido e pensou que o tempo não apaga a dor. Há dias melhores e dias em que
a saudade aperta mais.
Bom pensou ela:
- Vou ligar à minha filha a ver se ela quer cá vir jantar e depois vamos a duas dar
uma volta pelo bairro.
Se bem o pensou melhor o fez.
Mas se já não estava bem pior ficou, a sua Ana já tinha programa combinado.
Disse-lhe que não dava mas para ela ficar descansada que no domingo iria lá jantar.
Não lhe levou a mal mas não lhe apetecia nada passar a noite de Santo António, mais uma vez sózinha, à janela a ver os jovens a passar.

SEGREDOS DO DESTINO (I)

Aceito o repto, duas a três escritas por semana. Tomei a ousadia de já atribuir um título "Segredos do Destino". Se houver melhor proposta... avante com ela! Para já vou começar:
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Viviam, e conheciam-se há muitos anos, no mesmo bairro típico lisboeta! Andavam pelos 60 e poucos anos, eram compadres... e ambos viúvos, a Maria Esperança e o Joaquim Infortúnio. Enviuvaram pela mesma altura, ela perdeu o marido num acidente de automóvel, e ele perdeu a mulher em situação idêntica. O marido da Maria Esperança fora à terra (na província) há cerca de dez anos e no regresso despistou-se por causa da geada, perdeu o controlo do carro... e iniciou outra viagem! A mulher do Joaquim ia descansada pelo passeio, depois de ir às compras e foi abalroada por um indivíduo que nem se preocupou em saber como ela tinha ficado. Foi há oito anos!
Maria Esperança, desempenada e de bons dotes físicos ainda sonhava encontrar um companheiro para o resto da vida, pois se a felicidade a tinha acompanhado no casamento, certamente voltaria a encontrar um homem que não a desiludisse. Joaquim Infortúnio, passava o dia a pensar na sua desdita, a mulher fora sempre muito doente e apesar de ser boa dona de casa e boa mãe, não havia dia que não o fizesse ir a correr para a farmácia: "Coitadinha até na morte foi infeliz"!
Um dos rapazes da Maria era casado com uma filha do Joaquim, e tinham um casalinho todo vivaço entre os três e os cinco anos, viviam em França que lhes dava para ganharem alguma coisa de jeito. Quando vinham de férias, desafiavam os dois a segui-los até à terra do Astérix, mas ali continuavam teimosamente naquele bairro, separados por cinco portas! Irredutíveis também eles eram uns resistentes!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Desafio ou.....

Viva,

Vou-vos lançar um desafio, vamos escrever uma texto, uma história, a vários mãos.

Se cada um de nós escrever cinco ou seis linhas não custará nada.

Adianto ou melhor proponho para começar dois personagens: A D. Maria Esperança e o Snr. Joaquim Infortúnio.


Quem começa?

Abraços
Ana

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A História do Ratinho

Citando o Virgilio:

" Os direitos existem para ser exercidos na sua plenitude e não apenas quando nos interessa, ou quando quem está no poder é um adversário político."



Citando Miguel Torga (Diário -11/1964):

- Sim vivemos na ambiguidade. Mas é preciso distinguir a que nos é imposta da que escolhemos por cálculo"


Passados 36 anos do 25 de Abril ainda é preciso coragem para lutarmos por aquilo em que acreditamos, tanta ambiguidade, tanto faz de conta, tanto deixa andar... os outros que resolvam,.... não te envolvas que te prejudicas.... não reclames que te prejudicas .. enfim.... tanta .... tanta hiprocrisia.... tanto jogo de interesses, tanta desistência..... tantas cedências....tanto Abril por cumprir.


Abraços
Ana

A HISTÓRIA DO RATINHO

Parece que o tempo está a mudar! Hoje o dia foi muito cinzento, mas amanhã promete ser mais animado, pelo menos para os lado de S. Bento. Uma vigília do STAL, às portas do primeiro-ministro, ali para fazer eco do descontentamento dos trabalhadores da administração local.
Muita gente julga todo esse esforço não tem qualquer valor e que é inconsequente a participação dos diversos sindicatos neste tipo de iniciativas. Mas ainda que não se vejam frutos no imediato, eles irão de certo modo aparecer. Bem pior seria não fazer valer os nossos direitos, pois estou em crer que muitos dos que nos retiraram, só o fizeram porque não eram exercidos por todos com a frequência que deveria ser.
Aliás é mais ou menos o que se passa com a história do ratinho... se todos os animais se tivessem preocupado com a existência da ratoeira... não teriam caído "na ratoeira"! Os direitos existem para ser exercidos na sua plenitude e não apenas quando nos interessa, ou quando quem está no poder é um adversário político. Tenho por hábito, dizer (e também praticar) que sou um grevista militante, pois antes de ser filiado em qualquer partido, já era trabalhador e como tal um direito que me assiste é o direito à greve, como tal faço-as sempre. E para não deixar aqui mentiras, devo dizer que só falhei uma porque nesse dia tinha uma frequência no ISCSP e não havia greve dos professores... foi a excepção à regra!
O ratinho é que tinha razão... até à próxima!

O problema de um é problema de todos

Viva Egidio gostei muito.

Há muito tempo que não lia nada tão actual e ao mesmo tempo tão ternurento.

O problema é que a natureza humana só olha para o próprio umbigo.

A semana passada ia-me "passando" estava num local público e alguém em voz alta, dizia que se fosse governo acabava com o subsidio de desemprego porque se o subsidio não existisse as pessoas procuravam emprego, como se os empregos fossem de geração espontânea, estão ali ao virar da esquina, como se fosse uma questão apenas de vontade própria.

Deu-me vontade de lhe chamar de estúpido para cima, mas contive-me.

Pobres ignorantes que nem sabem que todos os meses nos descontos, que nós fazemos, para da Segurança Social, uma parte se destina ao Fundo de Desemprego e que anteriormente esse fundo estava separado e que só posteriormente foi agregado.

Enfim... perdoai- lhes senhor porque não sabem do que falam

Beijos
Ana

Passeio BTT Aboboreiras