segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A Lição do Ratinho

Uma excelente fábula para ser divulgada principalmente em grupos de trabalho
Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida q haveria ali. Ao descobrir q era uma ratoeira ficou aterrorizado. Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos:
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa !!
A galinha disse:
- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo q isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.
O rato foi até o porco e disse:
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira !
- Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranqüilo que o Sr. Será lembrado nas minhas orações.
O rato dirigiu-se à vaca. E ela lhe disse:
- O que? Uma ratoeira ? Por acaso estou em perigo? Acho que não!
Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira...

Naquela noite ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua vítima.

A mulher do fazendeiro correu para ver o que a ratoeira havia pegado.

No escuro, ela não viu q a ratoeira havia pegado a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher...
O fazendeiro levou-a imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre.

Todo mundo sabe q para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha.
O fazendeiro pegou no seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.
Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco.
A mulher não melhorou e acabou por morrer.
Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.

Moral da História:

Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que quando há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre risco.

O problema de um é problema de todos!

'Nós aprendemos a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas ainda não aprendemos a conviver como irmãos.
 
Que comentários obter de vós?
Beijos e Abraços do Egídio

domingo, 22 de agosto de 2010

Domingos.......memórias

Não sei, não consigo achar graça a comer na cozinha, vem isto a propósito dos domingos e das memórias do passado.

As casas onde vivi em pequena tinham cozinhas exíguas e quase não dava para comermos todos ao mesmo tempo,havia uma mesa com abas e, era uma atrapalhação.

Quando os meus pais puderam ter uma casa maior, aos domingos, passámos a fazer as refeições na sala de jantar e aí sim eu sentia que as refeições eram para conviver.

Os domingos tinham certos rituais. Era vestir uma roupa melhor, era ir dar um passeio até Belém de vez em qaundo, era almoçar e jantar na sala....era estar mais em família, era não ter escola.....era ...sei lá eu mais o quê.

Desde que tenho a minha casa e já lã vão muitos anos, nunca fiz uma refeição na cozinha...nem o pequeno almoço.

Um abraço
Ana

PS - Vá lá não têm memórias para partilhar?

sábado, 21 de agosto de 2010

Roupa de domingo....

Um dia destes estava a trabalhar com a televisão ligada e ouvi este desabafo de uma desempregada:

" Não tinha filhos, ganhava acima da média, pensava que tinha um emprego para sempre e agora, dependo da minha mãe.... não compro roupa, a que tinha fui-a usando e tenho uma melhor, de parte, para ir às entrevistas de emprego, é como se fosse a roupa de domingo."

Parei de trabalhar ouvi o programa até ao fim e pensei que há muito tempo não ouvia essa expressão. Expressão que se usava, e muito, na minha infância.

Os da minha geração, os que nasceram nos anos cinquenta lembram-se que usávamos bata na escola, desde a primária até ao fim do liceu, e que não tinhamos luxos nenhuns.

Compravam-nos um par de sapatos no inico do inverno e outro no verão e quando havia dinheiro tínhamos direito a roupa nova. Ninguém se chateava de herdar roupa dos irmãos mais velhos...e tínhamos uma roupa melhor para os domingos.

Contavam-se pelos dedos da mão os que continuavam a estudar após a quarta classe e o destino estava traçado.

Os que continuavam a estudar, mas sem muitas posses iam para as escolas técnicas, para terem uma ferramenta para começarem a trabalhar mal acabassem o curso comercial/industrial, com qauinze/ dezasseis anos, os com dinheiro iam para o liceu.

Os pais diziam que se quisessemos estudar mais já era connosco!!!

As opções para distracções eram poucas e o tempo para estudar, aqueles que de nós podiam, era muito.

Lia-se muito, eu e as minhas irmãs, pelo menos, não porque os nossos pais tivessem dinheiro para comprar livros mas porque existia a biblioteca de turma e ouvia-se muita "telefonia" e conversava-se muito mais do que se conversa hoje.

Ia-se de longe em longe à matiné ver um filme e era um acontecimento ir ao cinema.

Não, não estou saudosista, estou indignada>/revoltada porque acabei de ouvir, na televisão, o discurso do Snr Primeiro Ministro e segundo ele estamos na maior. O desemprego já era está a baixar tanto que qualquer dia é negativo!!!!!!

Não há pior cego do que o que não quer ver.

Não há ninguém que não tenha alguém de família desempregado e parece que ter emprego no nosso País é uma questão de sorte e não um direito.

Voltámos aos tempos em que a competência de nada vale sem conhecimentos..........e estamos na maior!!!!!!

Abraços
Ana






ATÉ SENTI ARREPIOS

Claro que não foi em razão da temperatura, que o calor este ano não tem faltado. Foi por ver aqui o "Cântico Negro" do José Régio, para mim um dos mais belos poemas que alguma vez li, e que de certo modo contribuiu para a minha afirmação como pessoa. A primeira vez que o li tinha entre os 13 e 14 anos, naquela fase logo a seguir ao 25 de Abril de 1974.
Foi como se de um além qualquer que estava para lá do meu alcance e da minha vista uma voz me dissesse que nunca me deveria deixar sujeitar àquilo que os outros queriam. É certo a época em questão também era propícia a uma certa rebelião e rebeldia quanto aos ditames que uma sociedade conservadora, e disfarçada no ambiente revolucionário, nos queria impor!
Não foi o meu "gripo de Ipiranga", por um lado porque ainda era relativamente novo, e depois porque não era da minha lavra, mas era o "grito de Ipiranga" que eu precisava de ouvir, para me definir como pessoa e quanto aos objectivos que queria para a vida. O "Cântico Negro" foi como uma cartilha que me abriu os caminhos da reflexão, uma aula de filosofia em que todas as dúvidas eram possíveis, mesmo as menos correctas! É certo que na maior parte das vezes não tive grandes razões de alegria por tentar segui-lo... mas ainda assim não o abandono...porque ele é "como um facho (nada de segundas interpretações) a arder na noite escura"!
Obrigado Ana, por o trazeres aqui. Exactamente por isso eu senti um arrepio enorme, como que a dizer-me que a rebeldia tem de continuar a fazer parte da minha realidade. Este é o único poema que sempre declamei quando sou convidado a ir declamar poesia!

Cântico Negro

Cântico Negro

"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe

Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...

Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!

José Régio - Poemas de Deus e do Diabo

Bom sábado
Abraços
Ana

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

E se....e se .......

Apesar de estar de férias tenho tido mil e uma coisas para tratar, mas hoje começei a pensar e se, e se.... tirasse o dia para mim?

Foi o que fiz resolvi fazer um programa com a minha filha mais nova,fomos às compras e ao cinema.

Fui a uma estreia. Fui ver o filme Cartas para Julieta. Gostei tem uma história simples e uma bela fotografia e uma excelente actriz Vanessa Redgrave e uns jovens actores que prometem.

Mas não dá, por muito que eu queira não consigo abstrair-me do que me rodeia.

Na fila ao lado da nossa estavam duas seniores. Uma delas saiu, quase no inicio do filme, ouvi-a dizer para a amiga que ia tomar ar a ver se lhe passava o sono!

A outra a seguir ao intervalo enganou-se na cadeira e era muito divertida, fartou-se de rir e pôs toda a gente a rir com o incidente.

Também não percebi o que aconteceu pois não viu o filme até ao fim. Teria alguém à sua espera? Teria hora marcada para regressar?

Não sei o que fará ou melhor o que motivará duas septuagenárias a comprarem bilhetes de cinema e depois não verem os filmes.

UM abraço
Ana

PS - Vá lá deixem-se ouvir.

Hora de abandono....

A propósito dos fogos que têm destruido Portugal:

Hora de Abandono

Não dizer nada, chorar.
Chorar como uma criança
Que já não tem confiança
No próprio Deus da doutrina.
Não dizer nada, chorar
Até o pranto coalhar
Na lucidez da retina.

Miguel Torga"

Só quem passa por essas situações é que consegue sentir a dor qua vai na alma dos portugueses que têm vivido essas situações.

Em 2007 no fim de Julho estava eu em Nisa, na Nisartes, a representar a entidade para quem trabalhava na altura, eu e mais duas colegas, e, no Domingo, o meu último dia de trabalho, fomos surprendidas talvez por uma das piores situações que já vivi na minha vida.

Eu conto:

Começou a cheirar muito a queimado e as sirenes dos bombeiros não paravam de soar. A meio da tarde os visitantes da feira foram evacuados mas os "feirantes" não. Disseram-nos para permanecermos junto dos nossos stands até novas ordens.

Entretanto soubemos que não havia maneira de sair de Nisa o fogo rodeava a vila.

Lá nos mantivemos até que deram ordem, lá para as oito da noite, não posso precisar, para os restaurantes abrirem para podermos ir jantar.

Perto da meia noite... a feira voltou a abrir. Foi certamente para desanuviar o ambiente, houve um espectáculo musical.

Não dá para descrever o que passei nesse e no outro dia quando me vim embora. Levei uma boa parte da viagem a chorar ao ver tanta destruição.

Na semana passada, perto da zona onde vivo, em Belas, houve um grande fogo, voltei a sentir o cheiro a queimado, voltei a ver o céu negro....

Não consigo imaginar o Gerez ardido. É certamente um dos sitios de que eu mais gosto em Portugal.

E mais uma vez voltei a perguntar-me de quem é a culpa?

Não sei se das condições climatéricas, se das mentes "pervertidas" que colocam os fogos, se da incúria, do deixa andar, se da falta de planeamento.

É de todos nós que continuamos a sofrer e a calar. A deixar que os outros resolvam tudo. De nós que continuamos à espera de um D.Sebastião qualquer que resolva a crise, de nós que aceitamos que a "CRISE" sirva de desculpa para tudo o que não funciona no nosso País.

Um abraço
Ana

Passeio BTT Aboboreiras