segunda-feira, 25 de outubro de 2010

NEGOCEIA-SE A FOME!!!

Lá para a Assembleia da República tem sido um corropio. Foi no sábado, no domingo (deve ser para convencer os trabalhadores que têm de começar a trabalhar a esses dias), foi a manhã de hoje e promete prolongamento para a parte da tarde (depois das 17 horas). PS e PSD, andam numa azáfama a negociarem "o melhor Orçamento para o país" muito embora seja o "pior para os portugueses". Negoceia-se a fome em São Bento, a fome que os mais necessitados terão de passar, e ao contrário de outro senhor de outros tempos que nos prometeu a paz em troco da fome, estes dão-nos a fome a troco de encher a barriga aos "comparsas", que nunca nos irão deixar em paz se ninguém lhes fizer frente. Não tardarão muitos meses até começarmos a ouvir dizer que A ou B morreu de fome, não tenhamos dúvidas que isso vai acontecer!
Por França uma ministra qualquer veio mostrar-se alarmada com o prejuízo que as greves têm dado (por cá também já há uns arautos dessa filosofia), esquecendo-se do que a coberto de certas politica e medidas governamentais se tem roubado aos trabalhadores, exactamente para distribuir também pelos tais "comparsas". Também por lá o sentido é o de encaminhar parte da sociedade para um beco sem saída... para a fome, se calhar sem negociatas!

domingo, 17 de outubro de 2010

Histórias de Vida ..... Tão pouco que era preciso

A Eva avistou a sua amiga sem abrigo a do cãozinho.Considerava-a amiga nem ela sabia bem porquê. Talvez devido à maneira como lhe desejava sorte e saúde quando lhe dava alguma moeda e da disponibilidade que tinha para conversar quando a Eva tinha tempo.

Institivamente abriu a mala e retirou do porta moedas uma moeda de 2 euros.

Quando chegou ao pé da sem abrigo entregou-lhe a moeda sem esta ter de lha pedir.

- "Olha ......(Nome do cãozinho) esta é das grandes. Grande amiga. Que Deus lhe dê saúde e muito boa sorte."

A Eva estava cansada, continuava a sentir-se triste, mas parou e perguntou-lhe se continuava a viver "a dormir " no tal anexo perto do aeroporto.

- Quando tenho dinheiro para voltar no dia seguinte sim, senão durmo aqui mesmo na rua.

- Mas porque é que não pede ajuda à Santa Casa, à Segurança Social?

- Roubaram-me o cartão de cidadã e os documentos dele (Cãozinho) mas já tive apoio para os substituir. Eu já tentei obter apoio, vou para lá e estou horas à espera que me atendam. Sabe eu descontei para a Segurança Social. Já me dava por satisfeita se me pagassem o passe.

A Eva ganhou coragem e perguntou-lhe o nome e, mais uma vez, ouviu a história da sua viuvez e de como é que tinha vindo parar à rua.

- Drogas não,nunca, mas às vezes bebo uma cervezinha a mais. Sabe tenho vergonha de pedir e assim arranjo coragem, e forças, para continuar na rua, não consigo arranjar trabalho e se não pedir não como.

A conversa continuou durante mais alguma tempo e de repente a MªJosé, é assim que se chama, retirou, do seu saco, umas páginas de um livro, com pinturas e disse:

- Precisava de arranjar papel e aguarelas para fazer desenhos, sabe eu desenho bem e tenho cada vez mais vergonha de pedir. Agora, com a crise as pessoas cada vez dão menos.Se tivesse materiais em vez de pedir, vendia os desenhos.

A Eva despediu-se a pensar onde iria arranjar um estojo de pintura para oferecer àquela sua amiga.

Nos dias seguintes deu consigo a olhar para as montras das lojas da especialidade e a constatar o preço elevado desses materiais.

Não viu a Mª José qaundo voltou a passar pelo mesmo local e pesnou:

-Será que arranjou dinheiro para os transportes e já foi para casa?

- Quem sabe!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

VINTE E DOIS ANOS

Foram vinte e dois anos em contramão! Durante a maior parte da sua existência a UGT andou em contramão com os interesses dos trabalhadores, o que não quer dizer que em dadas ocasiões a CGTP-IN também não tenha cometido os seus erros, mas cometeu-os em menor número e sempre na perspectiva de fazer o melhor para os trabalhadores.
Vinte e dois anos depois, a UGT deixou o discurso do "pode ser" para dizer também "tem de ser" e se a sua predisposição para se juntar à greve geral, de 24 de Novembro, é importante, não é de ignorar a vontade dos seus sindicados representativos da Administração Pública quererem participar na Manifestação da AP, levada a efeito pela Frente Comum no próximo dia 6 de Novembro!
Pode ser que algo esteja a mudar, ... depois de vinte e dois anos!

sábado, 9 de outubro de 2010

HISTÓRIAS DE VIDA - Uma pequena esperança.

A Marta acordou naquela manhã com uma frase que não lhe saía da cabeça;

- "Uma pequena esperança, mesmo uma esperança sem esperança, não prejudica ninguém."

Lera-a há muito tempo num livro de um dos seus autores favoritos John Steinbeck e ,não lhe saía da ideia, será devido ao estado do nosso País pensava ela nessa manhã chuvosa.

Voltou a lembrar-e dela quando, às sete horas da manhã reparou que já estava um vendedor, na estação de caminhos de ferro, a oferecer guarda chuvas.

Veio-lhe à memória durante o dia quando reparou na quantidade de vendedores de guarda chuvas que tinham "invadido" a Baixa.

Lembrou-se dela à noite quando respondeu, com um sorriso, às nove da noite, que não obrigada, não precisava de chapéu de chuva, ao mesmo vendedor que tinha encontrado nessa manhã.

É apesar desta " crise" enquanto à vida há esperança pensou a Marta pouco antes de adormecer.

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Bom fim se semana
Ana

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Não há Inocentes... são todos culpados!

No Centenário da República...

Isto foi dito hoje por um Ex-Presidente!

Durante as entrevistas de circunstância na fase que antecedeu as "cerimónias" de hoje em Lisboa , a propósito do centenário da República, há uma frase curiosíssima, a meu ver, proferida por um ex-presidente que diz, a propósito do estado actual da República Portuguesa:

SOMOS TODOS CULPADOS!

À primeira vista e no momento, cresceu em mim uma onda de indignação que me levaria naquele impulso a dizer: De onde veio este tipo, em que hospital ele esteve?

Pensando melhor no assunto, e ponderando aquela frase, é de concluir que, embora a Semântica da frase não tenha sido esta, MUITOS DE NÓS, SOMOS DE FACTO MUITO CULPADOS pelo que acontece hoje com a vida social e política do nosso País.

Mas SOMOS CULPADOS como já disse, não em função obviamente, da semãntica da frase daquele "EX".
O País chegou ao que estamos a sentir, não pela "malandragem" de quem trabalha mas pelo mesmo adjectivo atribuído sem dúvida à Classe dirigente - SÃO FACTOS!

Cavaco diz: Abandonem o clima de crispação, Apelando aos entendementos ao Diálogo

Cavaco defende a coesão nacional para enfrentarmos as dificuldades...

POIS... já todos percebemos.

Voltando ás "vacas" frias, o tal "ex" acaba por ter toda a razão porque afinal, vivendo nós numa Democracia Representativa, e que se saiba, Cavacos, Sócrates, Coelhos, Portas, Constâncios, Barrosos, Teixeiras dos Santos, Santanas, Marcelos, e tantos outros, não tomaram os diversos poderes pela força ou por qualquer golpe de estado - Foram Eleitos!

Daí, a culpa deste estado de coisas tem que, forcosamente ser repartida.

sábado, 2 de outubro de 2010

HISTÓRIAS DE VIDA

Depois de uma noite de insónia, e de praticamente não ter dormido, a Eva acordou a chorar.

Na véspera tinha ido lanchar com uma amiga, a Marta, que lhe tinha dito que a achava muito triste e perguntado se estava com algum problema para além da crise em que todos estávamos mergulhados.

A Eva tinha-lhe respondido que os últimos meses não tinham sido nada agradáveis a nível profissional e para resumir tinha dito que se a desilusão matasse já teria certamente caído redondinha para o lado.

Enxugou as lágrimas para que a família não a visse naquele estado enquanto pensava no que tinha passado nos últimos meses.

Tinha aceitado um novo desafio profissional que se lhe tinha apresentado como a possibilidade de ter uma vida mais tranquila e sobretudo mais próxima de casa, o que lhe permitiria passar mais tempo com a família. Puro engano, ainda tinha menos tempo para a família do que quando trabalhava a centenas de quilómetros de Lisboa. Era "obrigada" a trabalhar muito para além do horário normal tal a sobrecarga de trabalho. Cada vez que marcava férias tinha de as alterar porque lhe marcavam compromissos para os períodos em que deveria estar de férias.

Andava esgotada e sobretudo muito magoada com a falta de ética de trabalho que cada vez vinha mais ao de cima.

Pensou numa frase que a sua mãe lhe dizia frequentemente:

- “ A dissimulação é uma qualidade quando o excesso de franqueza nos põe em perigo”.

- “Não se trata de excesso de franqueza, não sou capaz de ser dissimulada, de dizer que concordo quando se está a cair em erros sucessivos”. Pensava a Eva enquanto se lembrava de uma cena deveras desagradável que tinha vivido, na última semana, e no seguimento da qual tinha redigido a sua carta de demissão.

Não a tinha, ainda, entregado, porque alguém da entidade para a qual trabalhava se tinha apercebido da situação e lhe tinha pedido calma e mais algum tempo.

Era-lhe difícil manter a calma perante tanta tacanhez de espírito, mas a Eva sentia-se mais tranquila, apesar da noite não dormida, ia deixar passar mais algum tempo, mas se as coisas não mudassem quem se mudava era ela. Nunca tinha tido medo de ir à luta e não era agora que ia começar a ter medo de dizer o que pensava.

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Um abraço do tamnaho do mundo e deixem-se ouvir.
Ana

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Para onde vamos, Quem assume o Leme?

Temos assistido há já algum tempo, a um tempo a que chamo de “faz de conta que somos um povo livre, civilizado, evoluído e bem governado”. Mas continuamos a fazer de conta.

Se alguns tiverem a memória para conseguirem fazer um “rewind” na sua “fita” magnética alguns anos, talvez seja possível encontrarem frases no ar tais como: A Europa dos cidadãos, A Europa dos direitos e oportunidades, a Europa da economia social e do progresso, a Europa Solidária, a Europa da Paz e da cooperação, entre outras. Se puxarmos mais atrás a bobine, talvez alguns se lembrem de frases como Sociedade sem classes, Sociedade Solidária, Educação gratuita, Igualdade de oportunidades, Serviço Nacional de Saúde Tendencialmente gratuito e universal, Trabalho para todos com direitos e deveres, Justa distribuição da riqueza produzida, entre outras também.

Tudo isto, inscrito na constituição da República, não necessariamente com estas ordens e frases, constituía para os cidadãos alguma segurança quer nos valores, quer nos direitos.

Penso para mim que 2003 depois de uma era “cavaquista” de aproveitamentos de dinheiros públicos e/ou mal utilizados, é o tal ano de viragem de muitos dos conceitos sociais aceitáveis e que muitos dos países civilizados os resguardam ainda “religiosamente” não sendo por isso que as suas economias sejam diminuídas, antes pelo contrário.

A partir do ano em que um tal primeiro-ministro tem a “lata” de dizer na sede da Democracia Portuguesa que o nosso país estava de “tanga”, nunca mais a esperança com que cada um tem o direito de viver, sorriu, antes pelo contrário.

Nessa altura, dão-se mudanças estruturais radicais no “puzle” Português e Europeu que conduziram sem qualquer margem para dúvidas ao estado actual de esmagamento dos mais pobres ou remediados pelos muito ricos. A Luta de classes põe os poderosos com cada vez mais força à custa de incoerentes sectores e organizações que, cognominando-se de organizações de esquerda, nos seu actos, facturam vitórias para a direita mais conservadora ou mais retrógrada que age como uma Monarquia fossilizada.

Chegamos assim, a uma altura da nossa vida, em que a generalidade dos cidadãos, deixa de acreditar perigosamente nos políticos e nas políticas perseguidas.

A verdade é mesmo essa – A propósito de relançar a economia, relançar o emprego e desenvolver as empresas, há um tal “Iluminado” que inventa (?) a criação de um tal Código do Trabalho que com as sucessivas remodelações e contestações, mesmo do Partido que hoje é Poder que diga-se o agravou, não conseguiu nenhum dos objectivos a que se tinham proposto e argumentado quanto aos seus benefícios. Pelo contrário, a desregulamentação do trabalho já de si com regras na prática de aplicação duvidosa, com a Autoridade para as condições de trabalho praticamente imobilizada, com o incentivo á criação das Empresas de Trabalho Temporário que colocam todos os dias trabalhadores temporários nas empresas em trabalho efectivo, agrava-se o tecido laboral com todas estas implicações no tecido social. O desemprego, o desrespeito pela sociedade e o descrédito no futuro está de facto instalado na sociedade sem dúvida nenhuma. É um facto que estamos a perder a luta por melhores condições de vida e cuja volta ou luta pela volta só se conseguirá com lutas profundas, sérias e aguerridas dos sectores democráticos (Associações, Sindicatos, Movimentos, Partidos, etc).

Portugal tem definitivamente e há muito tempo um problema que me recuso ainda, a considerá-lo como intrinsecamente Português: A tendência para desenvolver desigualdades e para distribuir a riqueza produzida de forma disforme. É inaceitável este estado de coisas.

Sabemos que o Estado só pode proporcionar os bens sociais impreteríveis e outros, se tiver dinheiro, se tiver fundos e se tiver política séria. Para a prossecução dos objectivos sociais, os impostos dos contribuintes são assaz importantes. É inaceitável que Um banco ou um qualquer empreiteiro de obras públicas ou outro, pague menos impostos do que os seus trabalhadores – Falo de Justiça e neste caso, de Justiça fiscal.

Creio com todas as bases que o problema de fundo deste País não está nas pessoas. Durante mais de 30 anos, tivemos à frente das finanças e da economia deste país (segundo dizem), os melhores “mestres” nas matérias, catedráticos que ainda hoje “botam faladura” como que não fossem eles também os responsáveis por este estado de coisas. O Problema principal como dizia, está nas POLÍTICAS adoptadas. Mudem de políticas que este Estado mudará certamente.

Acho mesmo assim, que o País tem futuro, porque remadores não faltam para levar esta “grande barcaça” a bom porto. O que falta são timoneiros e homens do leme que não enganem os remadores e que não estejam do lado dos “Adamastores”. Há muito mais vida para além do deficit que o capitalismo mundial nos impõe a cumprir rapidamente e que o Partido Socialista de Portugal com a ajuda dos seus companheiros de viagem se mantém refém. Os trabalhadores não são madraços.

ef

Passeio BTT Aboboreiras