Continuando no tema, aqui ficam algumas definições:
Verdade:
1 - Conformidade entre o pensamento ou a sua expressão e o objecto do pensamento;
2 - Qualidade do que é verdadeiro;
3 - Realidade, coisa verdadeira;
4 - Sinceridade; boa-fé.
Pegando na última definição nós os portugueses temos sido sistemáticamente vitimas, de políticos/dirigentes com uma grande falta de sinceridade,independentemente da iedologia que professam, para já não falar em desonestidade.
Temos acreditado, temos lutado, temo-nos empenhado e têm sistemáticamente abusado da nossa boa-fé.
Até quando?
Será que a solução é mudarmos de país?
Um bom domingo
Um abraço
Ana
Pagina oficial de Um Grupo Excepcional de Aprendentes e Formadores que têm em comum a AMIZADE e a SOLIDARIEDADE
domingo, 11 de julho de 2010
sábado, 10 de julho de 2010
Respondendo ao Repto da Ana Fernandes
Porque o Povo Diz Verdades
Porque o povo diz verdades,
Tremem de medo os tiranos,
Pressentindo a derrocada
Da grande prisão sem grades
Onde há já milhares de anos
A razão vive enjaulada.
Vem perto o fim do capricho
Dessa nobreza postiça,
Irmã gémea da preguiça,
Mais asquerosa que o lixo.
Já o escravo se convence
A lutar por sua prol
Já sabe que lhe pertence
No mundo um lugar ao sol.
Do céu não se quer lembrar,
Já não se deixa roubar,
Por medo ao tal satanás,
Já não adora bonecos
Que, se os fazem em canecos,
Nem dão estrume capaz.
Mostra-lhe o saber moderno
Que levou a vida inteira
Preso àquela ratoeira
Que há entre o céu e o inferno.
António Aleixo, in "Este Livro que Vos Deixo..."
__________________________________
Um Abraço forte com saudades
egídio
Porque o povo diz verdades,
Tremem de medo os tiranos,
Pressentindo a derrocada
Da grande prisão sem grades
Onde há já milhares de anos
A razão vive enjaulada.
Vem perto o fim do capricho
Dessa nobreza postiça,
Irmã gémea da preguiça,
Mais asquerosa que o lixo.
Já o escravo se convence
A lutar por sua prol
Já sabe que lhe pertence
No mundo um lugar ao sol.
Do céu não se quer lembrar,
Já não se deixa roubar,
Por medo ao tal satanás,
Já não adora bonecos
Que, se os fazem em canecos,
Nem dão estrume capaz.
Mostra-lhe o saber moderno
Que levou a vida inteira
Preso àquela ratoeira
Que há entre o céu e o inferno.
António Aleixo, in "Este Livro que Vos Deixo..."
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Um Abraço forte com saudades
egídio
Verdade...
Ascensão
Nunca estive tão perto da verdade.
Sinto-a contra mim,
Sei que vou com ela.
Tantas vezes falei negando sempre,
esgotando todas as negações possíveis,
conduzindo-as ao cerco da verdade,
que hoje, côncavo tão côncavo,
sou inteiramente liso interiormente,
sou um aquário dos mares,
sou apenas um balão cheio dessa verdade do mundo.
Sei que vou com ela,
sinto-a contra mim, -
nunca estive tão perto da verdade.
Jorge de Sena, in 'Perseguição'
- Por onde andam? Lanço-vos um desafio vamos falar do tema Verdade, cada um transcreva um poema ou um texto sobre a verdade.
Um abraço do tamanho do mundo.
Ana
Nunca estive tão perto da verdade.
Sinto-a contra mim,
Sei que vou com ela.
Tantas vezes falei negando sempre,
esgotando todas as negações possíveis,
conduzindo-as ao cerco da verdade,
que hoje, côncavo tão côncavo,
sou inteiramente liso interiormente,
sou um aquário dos mares,
sou apenas um balão cheio dessa verdade do mundo.
Sei que vou com ela,
sinto-a contra mim, -
nunca estive tão perto da verdade.
Jorge de Sena, in 'Perseguição'
- Por onde andam? Lanço-vos um desafio vamos falar do tema Verdade, cada um transcreva um poema ou um texto sobre a verdade.
Um abraço do tamanho do mundo.
Ana
domingo, 4 de julho de 2010
PERFIL
Perfil
Não. Não tenho limites.
Quero de tudo
Tudo.
O ramo que sacudo
Fica varejado.
Já nascido em pecado,
Todos os meus pecados são mortais.
Todos tão naturais
À minha condição.
Que quando, por excepção,
Os não pratico
É que me mortifico.
Alma perdida
Antes de se perder,
Sou uma fome incontida
De viver,
E o que redfime a vida
É ela não caber
Em nenhuma medida.
"Miguel Torga - Poesia Completa Vol II"
Um abraço do tamanho do mundo.
Ana
Não. Não tenho limites.
Quero de tudo
Tudo.
O ramo que sacudo
Fica varejado.
Já nascido em pecado,
Todos os meus pecados são mortais.
Todos tão naturais
À minha condição.
Que quando, por excepção,
Os não pratico
É que me mortifico.
Alma perdida
Antes de se perder,
Sou uma fome incontida
De viver,
E o que redfime a vida
É ela não caber
Em nenhuma medida.
"Miguel Torga - Poesia Completa Vol II"
Um abraço do tamanho do mundo.
Ana
sábado, 3 de julho de 2010
Vigília
VIGíLIA
Altas horas da noite.
Acordado,
Rememoro o passado,
Analiso o presente
E adivinho o futuro.
Procuro,
Humanamente,
Dar sentido
Ao que fui,
Ao que sou
E ao que serei.
Mas a minha verdade
Não tem a claridade
Da razão.
E esta aflição
Continuada
Que no meu coração
Bate descompassada.
"Miguel Torga Diário Volumes XIII a XVI
Altas horas da noite.
Acordado,
Rememoro o passado,
Analiso o presente
E adivinho o futuro.
Procuro,
Humanamente,
Dar sentido
Ao que fui,
Ao que sou
E ao que serei.
Mas a minha verdade
Não tem a claridade
Da razão.
E esta aflição
Continuada
Que no meu coração
Bate descompassada.
"Miguel Torga Diário Volumes XIII a XVI
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Esperança
ESPERANÇA
Quero que sejas
A última palavra
Da minha boca.
A mortalha de sol
Que me cubra e resuma.
Mas como à despedida só há bruma
No entendimento
E o próprio alento
Atraiçoa a vontade,
Grito agora o teu nome aos quatro ventos.
Juro-te enquanto posso, lealdade
Por toda a vida e em todos os momentos
"Miguel Torga - Diário Volumes IX a XII
Um abraço cheio de seudades do tamnho do mundo.
Ana
Quero que sejas
A última palavra
Da minha boca.
A mortalha de sol
Que me cubra e resuma.
Mas como à despedida só há bruma
No entendimento
E o próprio alento
Atraiçoa a vontade,
Grito agora o teu nome aos quatro ventos.
Juro-te enquanto posso, lealdade
Por toda a vida e em todos os momentos
"Miguel Torga - Diário Volumes IX a XII
Um abraço cheio de seudades do tamnho do mundo.
Ana
APATIA
Pergunta a Ana no "post" anterior "o que se passa?" Diria muito claramente que não se passa nada e quem por aqui passa, passa sem passar disso. Talvez uma simples apatia! Claro toda a gente tem os seus afazeres e obrigações e nem todos terão disposição para escrever algumas linhas, por poucas que sejam. Mas eu considero que é mais um caso de apatia do que falta de tempo, de assunto ou de saber. O tempo a gastar podem ser no máximo cinco minutos. O assunto é e pode ser vasto, desde a nossa formação até à realidade diária da nossa sociedade. O saber, esse ficou provado no nosso curso, onde todos nós mostramos as nossas capacidades. Reforço, só pode ser mesmo apatia... e por aqui me fico!
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