sexta-feira, 7 de maio de 2010

SOPA EM TOMAR

Caros amigos... o que vocês querem é sopa! Então nada como vir a Tomar amanhã, onde decorre o XVII Congresso da Sopa. Sopas para todos os gostos e paladares, por 8 euros é encher a barriga até fartar! É ali no Mouchão Parque! Quando me lembro da primeira vez que isto se realizou e o gozo que era as pessoas dizerem ou questionarem com um ar de ironia ... "Congresso da Sopa?"! O certo é que a coisa pegou... e mesmo que vocês quisessem vir já só apanhavam o cheiro, em três dias esgotaram-se os cinco mil bilhetes!
Bem de qualquer modo quem vier no domingo ainda tem sopa à borla nos restaurantes, desde que coma outro prato! Como se dizia antigamente Sopa e Segundo! O termo Segundo era usado exactamente porque vinha depois da Sopa (em segundo lugar) e era habitualmente uma comida mais ligeira, e que tinha carne ou peixe!
Bem já que não vem à Sopa, que o Benfica seja Campeão!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Há dias assim.....

Viva

Pois é meus amigos há dias em que acordamos virados do avesso. Hoje foi um desses dias.

Tive de correr para apanhar o comboio e só ansiava por um lugar sentado. Que, felizemnte, consegui.

Mas, não me sentia bem, e dei comigo a pensar que se calhar o melhor era ter ficado a dormir.

Mas não, o dia até não me correu mal, nem em termos de trabalho nem em termos pessoais.

Mas adivinhem quem eu vi à hora de almoço. Quem?

- O Latinhas.

Aonde ?

- A almoçar nos Armazéns do Chiado, sentado num restaurante onde eu por acaso também fui almoçar.

Fui almoçar sózinha, com pressa como sempre, mas como não estava com paciência para andar de tabuleiro na mão,à procura de mesa, fui almoçar a um restaurante que tem mesas no interior,

Já depois de estar sentada olhei para a mesa da frente e lá estava o Latinhas. Não parece o mesmo.

Estava acompanhado por um senhor e conversavam como velhos conhecidos.

Apercebi-me que a vida dele tinha levado uma grande volta.

Estava arranjadissimo! Ainda bem.

Fiquei muito mas mesmo muito contente.

Espero que outros, para além do Latinhas, consigam sair da rua.

Claro que sim, que tenho alguma curiosidade em saber o que lhe aconteceu.

Se o tivesse visto em pior estado, do que antes, teria certamente "metido" conversa, assim não.

Todos temos direito à nossa privacidade, embora eu sempre me vá lembrar dele como o Latinhas.

Pois é, nem sempre o que começa mal acaba mal e o dia de hoje é disso exemplo.

Tenham uma boa noite e um abraço do tamanho do mundo.

Ana

terça-feira, 4 de maio de 2010

Um olhar ..... vazio

Viva

Tenho andado preocupada porque o Latinhas desapareceu. Deixou de estar no sitio habitual a fazer e a comercializar as suas peças feitas com latas de diversas embalagens.

Últimamente, tinha um ar mais triste, deixei de o ver com o cachorro e pensei que lho tinham tirado. O cachorro apareceu e entretanto desapareceram os dois.

Será que conseguiu a tão falada documentação, cartão de cidadão e foi para fora?

Depois de me ter oferecido a flor nunca mais me pediu dinheiro olhava para mim e não dizia nada.

Espero que não lhe tenha acontecido nenhum mal.


Vem isto a propósito de uma cena que hoje presenciei:

- Na rua Ivens há uns arrumadores/sem abrigo ou sem abrigo/arrumadores, logo no inicio da rua, na zona que está em obras, hoje reparei que um deles estava sentado,na beira do passeio, com meio cigarro e um isqueiro nas mãos, e que não parava de os mexer de uma mão para a outra, com um olhar completamente, sem esperança, vazio. Não não estava drogado estava simplesmente triste, movimentava as mãos mas o olhar não estava lá.

Tinha um olhar desesperançado como aqueles que os doentes terminais têm.

Não sei se me entendem,se compreendem como a situação destas pessoas me dói.

Vejo-os dia após dia no mesmo sitio.

Enquanto trabalhei no Alentejo, apenas vi, uma única vez, um sem abrigo na cidade de Beja.

Agora em Lisboa, pricipalmente na Baixa, vejo muitos e não consigo ficar indiferente, à tristeza, à miséria das suas vidas.

Há um ou uma, ainda não consegui saber, que dorme à porta de um teatro na zona do Chiado.

Tem uma particularidade, está completamente tapado/a, com um velho cobertor, e tem sempre os chinelos e as meias arrumadas aos pés da cama!!!!

Se eu por lá passar às 8 da manhã lá está ele ou ela a dormir. Deve dormir até por volta das dez da manhã, porque a essa hora já lá não está.

Agora que o tempo melhorou já não dorme à porta do teatro, local mais abrigado, mas debaixo de uma escadas de ferro ao lado da porta do teatro.

Será que correram com ele/a da porta?

Qual terá sido a história de vida destas pessoas? Como é que se tornaram sem abrigos.

Não estou à espera que me respondam, mas uma coisa tenho a certeza não é certamente uma opção de vida voluntária e consciente.

Um abraço
Ana

segunda-feira, 3 de maio de 2010

ABRAÇO....

Carios Amigos e Camaradas, hoje é um dia normal, um dia em que não se comemora nada, servindo estas comemorações para nos distrair do nosso objectivo. Por vezes, ainda bem, pois o nosso objectivo é tão negro, que se não fossem essas interrupções voluntárias, estaríamos mal.
Hoje há Sol, está um dia lindo, que apesar de estar fechado entre 4 paredes a trabalhar, permite cheirar calor e alegria.
O dia 22 está a chegar, mas "cheira-me" que estaremos poucos. Desmotivação, Afastamento, Ocupação, !!!, bem, esteja quem estiver, de certeza que estaremos com toda a camaradagem, respeito e amizade que nos unem.
A propósito, fará todo o sentido alargar o almoço aos familiares. Contem da minha parte pelo menos 3, o filho está de torneio de futebol e ainda não sei se irá.
Mas o Zé Rui, que é quem está a tratar do almoço, anda fugidio.
Amigo Zé Rui, um "não esqueças do almoço"....
Mas até lá ainda tenho esperança de encontrar algumas pessoas da "tertúlia", pois dia 10 vou dormir a Tomar, e se calhar vou ter4 um tempinho para tomar uma copa com o Virgílio.
Bem minha gente, os ventiladores apitam vou ter que ir para junto dos doentes e colegas...
Um grande abraço e beijos dentro das necessidades, J
JAime Afonso de Matos

domingo, 2 de maio de 2010

SÓ HÁ UMA

Não vale a pena muitas palavras! Os gestos reproduzem os nossos sentimentos! Hoje de facto é dia da mãe, e na maior parte dos casos todos nós temos boas recordações das nossas mães, mesmo que tenhamos sido presenteados com uma ou outra palmada. Com efeito, mãe só há uma, e basta para nos marcar para a vida inteira!
É certo que nos últimos tempos têm surgido notícias, de supostas mães, que de um modo ou outro abandonaram os filhos! Prefiro dizer que eram mulheres que não queriam ser mães e por isso quando foi possível votar a Interrupção Voluntária da Gravidez, optei sempre pelo sim!
Ser mãe é ser uma Profissional a tempo inteiro, mesmo que se tenha outra profissão, porque gerar e orientar um filho dá muito trabalho, só que elas fazem-no com muito carinho e uma grande felicidade!
Mãe só há uma! Obrigado MÃE!

Dia da MÃE.....

Palavras para a Minha Mãe

mãe, tenho pena. esperei sempre que entendesses
as palavras que nunca disse e os gestos que nunca fiz.
sei hoje que apenas esperei, mãe, e esperar não é suficiente.

pelas palavras que nunca disse, pelos gestos que me pediste
tanto e eu nunca fui capaz de fazer, quero pedir-te
desculpa, mãe, e sei que pedir desculpa não é suficiente.

às vezes, quero dizer-te tantas coisas que não consigo,
a fotografia em que estou ao teu colo é a fotografia
mais bonita que tenho, gosto de quando estás feliz.

lê isto: mãe, amo-te.

eu sei e tu sabes que poderei sempre fingir que não
escrevi estas palavras, sim, mãe, hei-de fingir que
não escrevi estas palavras, e tu hás-de fingir que não
as leste, somos assim, mãe, mas eu sei e tu sabes.

José Luís Peixoto, in "A Casa, a Escuridão"


Um abraço do tamanho do mundo e para aqueles de vós que ainda têm mãe não se esqueçam de lhe dizer o quanto gostam delas.

Ana

sábado, 1 de maio de 2010

TRISTE REALIDADE

Um dia do trabalhador... triste, por aqueles milhões que pelo mundo inteiro (em Portugal perto de 2 milhões), em diferentes momentos da sua vida deram o melhor de si e hoje, como se fossem lixo, estão no desemprego!
A máquina trucidadora dos interesses económicos, não conhece o sangue derramado, as lágrimas vertidas, o suor despendido! Para quando a valorização de quem trabalha? Para quando o pão que lhe roubam? Para quando a humanidade que lhe negam? E se mais direitos não houvesse, a negação destes dois bastariam para atribuir-lhes a condição de lixo! Porque temos de negar isso a LUTA CONTINUA pela dignidade merecida!

Passeio BTT Aboboreiras