sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

NA HORA DE ALMOÇO

Mais uma passagem, mais uma leitura, mais um comentário feito texto. Mais meia dúzia de palavras, feitas mensagens para os meus amigos! Tudo bem aproveitado na hora de um almoço que se devora a correr!

Pedia-me a Ana que publicasse neste nosso espaço os artigos (post) do meu blogue! Desculpem caros amigos mas não posso fazê-lo porque estamos perante duas realidades diferentes! Desculpa Ana se te faço andar "a saltar" de um lado para o outro!

Os textos, e não só, que aqui vamos deixando pretendem ser elos de uma cadeia de amizade que nos ficou de determinada experiência e vivência. Com mais ou menos contributos, são nossos! O que escrevo noutro local é apenas meu (ou seja da minha responsabilidade) ainda que o partilhe com quem visita aquele espaço. Isto é, em cada momento devemos saber em que posição nos encontramos: o individual ou o colectivo! Se o colectivo aceita o individual, com todas as diferenças que são inerentes a cada um dos seus membros, o individual não deve tentar impor-se pelas suas ideias e práticas ao colectivo, pois este deve ser sobretudo um campo de interrelação e solidariedades. Por isso quando alguém visita o meu blogue sempre poderá comentar : "... lá está este tipo a....", mas por outro lado se alguns dos textos que lá se encontram aqui fossem inseridos, poderiam resultar em comentários do tipo: "... mas quem pensam estes sujeitos que são", deixando todo o colectivo em causa!

Vai longo o texto, mas não posso parar sem deixar um agradecimento especial ao Égidio pela bela música do Zeca que aqui nos deixou, acompanhada de excelentes notas biográficas, autênticas relíquias. Por agora acabo com os beijinhos e abraços do costume, mais uma vez solicitando que me confirmem a data de Peniche... acho que terá ficado para princípios de Maio... (???).

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Zeca Afonso - Saudades

23 Anos depois da sua morte deixo-vos uma das músicas que me deixam saudades.



1 Abraço fraterno
ef

Peditórios & Cª......

Hoje aconteceu-me mais um daqueles episódios.....e não consegui passar sem dar dinheiro:

Ainda não vos tinha dito que ando a ver se consigo deixar de dar dinheiro sempre que me pedem e na Baixa pedem muito.

- Ele é o latinhas, o sem-abrigo a quem a polícia tinha tirado as ferramentas,e que agora arranjou um cachorro, ainda para apelar mais aos meus sentimentos, ele é a sem abrigo na 1º de Dezembro, a do cãozinho com o casaquinho, ele é o sem abrigo que está sempre perto do Rossio, que mesmo que não lhe deem nada agradece sempre!!!

Resolvi começar a dizer que não, hoje não tenho moedas mas .... não resulta, acabo por dar. Um deles agora trata-me por amiga. Diz: - cá vem a minha amiga........

Ontem na Rua Ivens chegou-se um individuo ao pé de mim dizendo:

- Faz favor

Como sou educada, parei:

- Pode-me comprar alguma coisa para comer.....
Não tinha aspecto de sem abrigo e mais uma vez dei, dei-lhe 2 euros para ir comprar uma sandes!!!!!

E disse para mim própria:

- Voltaste à mesma.......

Hoje eram quase oito da noite estação dos comboios do Rossio.

A cena repete-se:

- Faz favor

Parei pensando que era para me perguntar alguma informação sobre os comboios.
Era um jovem que me pediu não uma informação mas uma moeda para a ajuda do bilhete.

Passei sem dar, mas não consegui lembrei-me que se alguma das mnhas filhas estivesse nessa situação gostaria que a ajudasse.

Resultado voltei pra trás e dei-lhe 50 cêntimos.

Já durante o percurso do comboio prometi a mim mesma que para a próxima vou comprar o bilhete e entrego-o.

Começo a pensar será que tenho o tal ar que as minhas filhas dizem que atrai os sem abrigo? Será?

Bom já é tarde.

Um abraço,

PS: Virgilio gostei muito, mais uma vez, do texto do teu blog. Porque é que não os publicas aqui?

EU... TEIMOSO

Como somos sempre os mesmos... fico apreensivo pois as capacidades demonstradas por todos durante o nosso curso deixavam a expectativa de que com meia dúzia de linhas cada um conseguia pôr nesta "casinha" umas ideias engraçadas, mais ou menos sérias consoante a maré mas sempre capazes de nos lembrar um rosto, um sorriso, uma piada, um gosto, e até uma capacidade culinária.
Não sendo assim... e como sou teimoso vou continuando a fazer frente à Ana (qualquer dia julga-se dona disto... é a brincar;) tal a debandada dos restantes). Nem sempre o faço segundo o modelo que mais gosta, a poesia, mas a poesia é como a música está no nosso interior! Aliás como está a amizade. Folgo por saber que estão todos bem e para vos aconselhar a visitar o meu blog para lerem o "post" mais recente "O General e o Filósofo" para verem que por vezes a história se repete em padrões algo diferentes mas como algumas semelhanças. É certo que conhecem bem a minha linha por isso não se sinto ofendidos com alguma palavra ou comentário a despropósito!
Ora beijinhos e Abraços!
Nota: Oh Ana em Peniche temos de receber uma medalha, por mantermos isto vivo!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

As catrástrofes naturais ...... ou a precaridade da vida....

Colhe o Dia, porque És Ele

Uns, com os olhos postos no passado,
Vêem o que não vêem: outros, fitos
Os mesmos olhos no futuro, vêem
O que não pode ver-se.

Por que tão longe ir pôr o que está perto —
A segurança nossa? Este é o dia,
Esta é a hora, este o momento, isto
É quem somos, e é tudo.

Perene flui a interminável hora
Que nos confessa nulos. No mesmo hausto
Em que vivemos, morreremos. Colhe
O dia, porque és ele.

Ricardo Reis, in "Odes"


Um abraço
Ana Fernandes

Confiança

Nestes dias tristes para todos nós, embora o Sr Presidente da República tenha dito, na sua mensagem, que os portugueses não se esquecem dos madeirenses, como se não fôssemos todos portugueses, aqui fica:

Confiança

O que é bonito neste mundo, e anima,
É ver que na vindima
De cada sonho
Fica a cepa a sonhar outra aventura....
E que a doçura
Que se não prova
Se transfigura
Numa doçura
Muito mais pura
E muito mais nova

Miguel Torga - Poesia Completa I

Um abraço
Ana Fernandes

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Saudade

Para os amigos que estão longe:

Sorri quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos e vazios

Sorri quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador

Sorri quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados e doridos

Sorri, vai mentindo à tua dor
E ao notar que tu sorris
Todo o mundo irá supor
Que és feliz

"Charles Chaplin"

Há saudades que duram o tempo das nossas vidas, essas só as podemos mitigar com as lembranças dos que já partiram, as outras, as que são devidas às distâncias que a vida interpõe entre amigos, vão desaparecendo, não com a maré cheia mas com os reencontros.

Um abraço do tamanho do mundo

Ana Fernandes

Passeio BTT Aboboreiras